Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
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Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Palavras cruzadas


O senhor Procurador-Geral diz que anunciará amanhã (ao sábado?) a decisão que vai tomar sobre algumas das escutas policiais feitas às conversas de Vara com Sócrates mas, entretanto, parece que já mandou dizer pelos jornais o que se vai passar…
Só gostava de perceber como foi que nasceu a ideia de que Vara tinha pedido 10 mil € para propiciar contactos privilegiados ao empresário Godinho. É que, afinal de contas, dizem que a gravação dessa conversa não existe. E se a gravação não existe, como provar então que a conversa existiu? E se a gravação não foi feita, porque diabo só agora isso vem à baila, muitas manchetes depois de Vara estar a ser “frito”?

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

fosso geracional


Dizia ele na prelecção que entre os jovens dos 12 aos 17 anos, 78% têm computadores portáteis, 71% têm telemóveis e 74% Ipods (qué isso?). E eu a sentir-me velho...

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Do meu blog preferido





Não deixem que se torne em mais um livro clandestino. Comprem-no. Leiam-no. É a história da Isabela.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

CD's aos molhos


O presidente do Supremo Tribunal de Justiça mandou destruir as gravações das escutas telefónicas feitas a Sócrates. O juiz de instrução não lhe obedece. Porque as gravações envolvem outros interlocutores cujas escutas foram autorizadas. Ou seja, aquilo que jamais servirá para acusar Sócrates poderá servir para condenar Vara ou outros. Estranho? Ainda não viram nada…
Não viram nada, mas tenho a certeza que acabaremos todos por ver… as tais escutas, transcritas para papel de jornal com todas as vírgulas e pontos. Ou alguém acredita que a esta hora não tenham já sido feitas cópias suficientes para distribuir generosamente pelas redacções?

Sábado, Novembro 14, 2009

A namorada


Primeiro, quero dizer que conheço a Fernanda Câncio, trabalhei com ela uns meses e julgo que terei ido a dois ou três jantares onde a Fernanda também esteve. Ou seja, não somos amigos mas aprecio as suas qualidades profissionais e agrada-me a frontalidade e a argumentação que utiliza na discussão dos pontos de vista que defende.
Posto isto, quero também dizer que acho de mau gosto, misógino até, que utilizem o argumento dela ser a “namorada do primeiro-ministro” para rebaterem as opiniões que expressa.
Na verdade, seria muito mais fácil para a Fernanda Câncio se ela se protegesse um pouco e tivesse a humildade de perceber que nem sempre a convidam pelo intelecto.
No programa “A Torto e a Direito” da TVI terá sido esse o caso. Quem eles queriam ali era mesmo a namorada do primeiro-ministro e não a jornalista Fernanda Câncio.
Foi uma armadilha que teria sido fácil evitar, caso a vaidade não lhe tivesse toldado a perspicácia.
De resto, já tinha escrito isto mesmo em Fevereiro e Abril passados.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

justiças privadas


Diz-se que a Justiça é um dos pilares da Democracia. Bom, julgo que se pode dizer o mesmo de qualquer regime, porque a Justiça não é, infelizmente, um conceito universal. Molda-se à sociedade a que se dirige. Ou seja, cada um tem a Justiça que merece…
Nós, por exemplo, temos uma Justiça estranha nas atitudes. Uma Justiça que investiga à margem da Lei, que pretende primeiro afirmar-se na opinião pública e só depois nos tribunais, que serve desígnios políticos numa relação umbilical que vem desde os famigerados tribunais plenários do salazarismo. Pouco me importa se o juiz X vota no partido Y ou se o procurador N milita à esquerda ou à direita. Já me chateia que esses senhores utilizem a ferramenta que o estado lhes pôs nas mãos para fins alheios à Justiça.
Não me apetece viver num Estado judicial, à mercê de uns tipos que ninguém elegeu e que não me parecem ser, em algumas situações, nem competentes nem sérios para o desempenho pelo qual recebem bons salários e fartas regalias. E a questão não se prende com eventuais cabalas urdidas em torno de Sócrates… O problema tem mesmo a ver comigo, com os meus filhos, com os meus pares, com os que convivem mal com justiças privadas, corporativas ou ideológicas.

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Da sala de espera...

Pedro Múrias inaugurou o seu blog. Diz ele que "esperava poder contar estas histórias no Rádio Clube, somando-as a outras 70 que lá contei sobre a minha luta contra um cancro. Não vai acontecerr! A PRISA/MCR, vai despedir-me... Despede-me, ok...mas não me cala."
Ele fala: aqui.


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Carlos Narciso
Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média
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